quarta-feira, 30 de setembro de 2009

domingo, 27 de setembro de 2009

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Legião Urbana - Eu Sei




Eu Sei
Legião Urbana
Composição: Renato Russo


Sexo verbal
Não faz meu estilo
Palavras são erros
E os erros são seus...
Não quero lembrar
Que eu erro também
Um dia pretendo
Tentar descobrir
Porque é mais forte
Quem sabe mentir
Não quero lembrar
Que eu minto também...
Eu sei! Eu sei!...
Feche a porta do seu quarto
Porque se toca o telefone
Pode ser alguém
Com quem você quer falar
Por horas e horas e horas...
A noite acabou
Talvez tenhamos
Que fugir sem você
Mas não, não vá agora
Quero honras e promessas
Lembranças e histórias...
Somos pássaro novo
Longe do ninho
Eu sei! Eu sei!...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Nostalgia 4 - The Gun Club - Sex Beat

Freies Baskenland / Gora Euskal Herria askatuta!




Imagens e música, porque é preciso difundir, divulgar a justa luta de um povo pela autodeterminação, pelo direito a escolher o seu futuro em liberdade. E quanto maior é o acosso às liberdades cívicas, políticas e culturais, fase a que estamos a assistir em pleno, maior é a necessidade de diálogo, luta, firmeza e solidariedade. Herriak du hitza! Beti zuekin gaude!

sábado, 19 de setembro de 2009

EUSKADI




Chamem-me o que quiserem.
À violência responde-se com violência.
Autodeterminação para o povo basco.

País basco livre e socialista

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Los Muertos De Cristo - Obreros Somos





OBREROS SOMOS

obreros somos, obreros seremos
y a los patronos por culo daremos
obreros somos, obreros seremos
con los fascistas pronto acabremos

oyes los gritos, no hay quien los pare
son los obreros, que salen a la calle
despierta pueblo, hay que luchar
para acabar con la injusticia laboral
¡Venga! estudiante o jornalero albañil, profesor o carpintero
que importa el ramo,
somos obreros y todos juntos al estado barreremos

Obreros somos....
apoyo mutuo,
esa es la clave ser solidario,
todos somos iguales
viva en Galicia o Andalucia Extremadura,
Cataluña o Euskal Herria
Obreros somos obreros seremos
y a los patronos por culo daremos
obreros somos obreros seremos
y el pueblo unido,
¡VENCEREMOS!
Hijos del pueblo,
que oprimen cadenas y la injusticia se apodera de ti
si tu vivir es un mundo de penas
antes de esclavo, prefiero morir
Esos burgueses azas y egoistas
que discriminan a la humanidad
serñan barridos por los anarquistas
al fuerte grito de libertad
trabajador no mas sufrir el opresor ha de sucumbir
levantate pueblo leal al grito de Revolucion social
la acracia al fin triunfará
bello jardin la tierra será
todo lo vil a eliminar pueblo tenaz luchar, luchar

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Nico - All Tomorrows Parties



I don't care if she was clean or high, this is a fantastic performance.

ENCONTREI!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! - ska contra o racismo - skamioneta do lixo

Nostalgia 2 -Suede - Beautiful Ones


As I live and breathe
You have killed me
You have killed me
Yes I walk around somehow
But you have killed me
You have killed me

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Babyshambles - Delivery

Empresas que testam em animais Vs. Empresas que não testam.


EMPRESAS/PRODUTOS TESTADOS
Bic

Braun
Colgate-Palmolive
Helene Curtis
Johnson & Johnson
Kimberly-Clark
L’Óreal
Procter & Gamble
Herbal Essences
Adidas
Calvin Klein
Davidoff
Jovan
Lancaster
Axe
Dove
Helene Curtis
Biotherm
Cacharel
Garnier
Giorgio Armani
Helena Rubinstein
Lâncome
Maybelline
Ralph Lauren
Redken
Vichy
Max Factor
Oral B
Pantene
Pfizer
Reckitt-Benckiser
Shering-Plough
Coppertone
Dr. Sholl’s
Unilever

EMPRESAS/PRODUTOS NÃO-TESTADOS
Beirsdorf
Bi-o-kleen
Bodyshop*
Clarins
Clinique
Dior
Ecover
Estée Lauder
Eucerin
Goldwell
Hello Kitty
Natura Essentials
Nivea
Oriflame
Orlane
Revlon
Secret Gardens
Victoria’s Secrets
Aramis
Chanel
Aramis
L’anza
Natura essentials
Puig
Tommy Hilfiger
Wella

domingo, 13 de setembro de 2009

ETA: 50 anos de luta



"A luta armada é desagradável. Não agrada a ninguém e é dura. Como consequência, vai-se para a prisão, para o exílio, é-se torturado. Como consequência, pode-se morrer, é-se obrigado a matar e a pessoa endurece-se. Isso dói. Mas a luta armada é imprescindível para avançar. O governo espanhol sustem-se através do apoio do Exército e das Forças Repressivas. Para lutar contra esta força é imprescindível a força armada do povo. É indispensável que o povo organize a luta armada, na clandestinidade, na ETA."

Foi assim que 'Argala' descreveu o drama de gerações e gerações de bascos. E, provavelmente, não esperava que, ainda em 2009, as prisões espanholas e francesas estivessem a abarrotar de presos políticos bascos. Uma cifra impressionante: mais de 800 homens e mulheres encarcerados em ambos os Estados. Em todo o mundo, centenas de bascos vivem no exílio, estão deportados ou, simplesmente, na clandestinidade. Há alguns meses, desapareceu, em estranhas circunstâncias, um militante da ETA no que parece ser um prenúncio de tempos que não desapareceram. Desde então, as ruas e avenidas do País Basco enchem-se de manifestações denunciando. Na década de 70 e de 80, grupos armados, treinados e financiados pelo Estado espanhol torturaram e assassinaram políticos da esquerda independentista. Membros das Forças Armadas e de Segurança, assim como políticos, foram julgados e condenados. Cinco anos depois estavam em liberdade e, em alguns casos, condecorados com direito a subida na carreira. Muito diferente das penas a que estão sujeitos os independentistas bascos. Por exemplo, 'Gatza' está há 29 anos na prisão, mais do que Nelson Mandela. Essas acções de terrorismo de Estado conduzidas pelo governo de Felipe González provocaram um grande escândalo e arredaram a violência para o âmbito policial e militar. E apesar de os governantes e os jornais espanhóis insistirem que é uma estratégia da ETA para descredibilizar o Estado, a verdade é que a própria ONU reconheceu várias vezes o recurso à tortura contra cidadãos bascos. Desde a simulação do afogamento em banheiras, choques eléctricos nas zonas genitais, corte da respiração através de sacos de plástico, penetração de pistola na vagina com ameaça de disparo, vapores alucinogénicos, gravações de gente a ser torturada ou o habitual espancamento, tudo é possível para tentar arrancar uma confissão mesmo que falsa. Isto durante os dias que dura a incomunicação, um período aprovado pelo parlamento nacional e no qual os detidos não têm qualquer acesso ao mundo exterior. Nem ao contacto com a família ou com o advogado.

No País Basco, sente-se a tensão. Quase todas as organizações são ilegais. Nas últimas eleições municipais, a esquerda independentista ganhou em muitas localidades mas como os votos foram considerados nulos a presidência da Câmara Municipal passou, como por exemplo em Lizartza, para as mãos do Partido Popular que obteve a minoria absoluta de 12 votos. As pessoas revoltam-se. Têm familiares presos, as casas da juventude, antigos espaços abandonados ocupados, desalojadas pela força, manifestações proibidas e reprimidas a tiro. A sociedade basca vive num regime fascista em que uma boa parte da cidadania não pode expressar democraticamente a sua vontade. Há poucos dias, duas raparigas foram detidas porque levavam autocolantes independentistas. Um exemplo caricato desta democracia de fachada que há poucos meses decidiu arrancar as placas toponímicas que existiam há décadas nas ruas e avenidas do País Basco. O delito? Terem nomes de homens e mulheres que haviam sido combatentes da ETA. Das placas passaram para os cartazes. Em cada localidade, os familiares e amigos dos presos expõem publicamente as suas fotografias como forma de denúncia. Nas ruas, nos bares, nas fachadas das casas, qualquer lugar é bom para protestar. Mas agora, o Estado espanhol decidiu arrancar todas esses cartazes, faixas e pichagens e prender todos aqueles que participem nessa forma de protesto.

Agora tudo é pior. O PSOE está no governo do País Basco. Numa manobra inteligente, a ilegalização da esquerda independentista desequilibrou a balança de votantes que pendeu para o lado espanhol. Os partidos espanholistas como o PSOE, o PP e a UPD receberam mais votos que o PNV, a EA, a Aralar e a IU. Contudo, a maioria da população votou a favor da opção soberanista. Ou seja, aproximam-se anos muito duros para a esquerda independentista. Depois da proibição de jornais, rádios, organizações juvenis, associações humanitárias e de partidos políticos a situação ainda pode piorar. Os últimos redutos legais encontram-se no sindicato LAB, na organização de solidariedade internacionalista Askapena e em associações culturais. Tudo o resto move-se na clandestinidade. Há dias, incendiaram parte da casa dos pais de dois jovens independentistas bascos. Semanas depois, um grupo de homens combinou um trabalho com um independentista basco, operário da construção civil, e ao chegarem ao encontro raptaram-no e torturaram-no.

Há quem culpe a ETA pela actual situação. Mas a organização já afirmou estar disposta a negociar. Em troca de um referendo pela autodeterminação baixam as armas, incondicionalmente. Ou seja, é a única condição que apresentam para abandonar a luta armada. O receio de que ganhe a opção independentista e o efeito-dominó sobre a Catalunha e a Galiza assustam o Estado espanhol. Para além disso, a ETA assume-se como marxista-leninista e o socialismo mantém-se no seu discurso. Nas últimas negociações, ambos acordaram baixar as armas. A ETA não atacava e o Estado espanhol suspendia a repressão. Durante mais de um ano, durante a trégua, dezenas e dezenas de militantes independentistas foram presos e torturados. O Estado espanhol nunca cumpriu o acordado. A ETA cumpriu-o até que se fartou e fez explodir o estacionamento do Aeroporto de Barajas. Desde que surgiu, há 50 anos, a ETA tem estabelecido vários processos de negociação. Todos abortados pela intransigência dos representantes espanhóis que chegaram ao cúmulo de mandar prender os negociadores bascos.

Portugal teve e tem grandes amigos bascos. Vários dirigentes históricos da esquerda independentista viram na revolução de Abril uma mensagem de esperança para a luta que se vivia contra o franquismo. Por isso, muitos deles marcaram ao longo dos anos presença nas comemorações do 25 de Abril. Um deles, Joseba Alvarez, responsável pelas relações internacionais do Batasuna, encontra-se preso há mais de dois anos. Outro, que sempre teve um grande carinho pelo povo português morreu há poucos meses. Bernardo Arregi 'Tito' foi um dos que perdeu a juventude nas prisões espanholas. Depois de ter rebentado com um tanque militar espanhol, esteve cerca de 15 anos preso. Se lhe perguntassem se perderia outra vez a juventude por lutar por um País Basco livre e socialista, ele responderia que sim.

Podemos ser a favor ou contra a ETA. Isso não importa. O que importa é compreender que é um fenómeno com raízes políticas, económicas e culturais e que enquanto se derem as razões que a sustentam ela terá condições para existir. Por muito que o Estado espanhol diga, semanalmente, que está derrotada, há-de haver sempre jovens dispostos a sacrificar-se já não só pela independência e o socialismo mas também pela própria democracia. Amanhã, a ETA comemora 50 anos. Ontem e hoje, provaram que estão operacionais. Está na hora de acabar com a violência. A solução para o conflito é uma: que os bascos possam decidir o seu próprio futuro.

Retirado de http://radiomoscovo.blogspot.com/

sábado, 12 de setembro de 2009

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Skinheads Comunistas,Anarquistas e Antifascistas




O movimento skinhead antifascista vem crescendo últimamente por estes anos graças ao esforço de muitos camaradas que estão espalhados ao redor do mundo,levando um nome e uma idéia.Como muitos sabem,os primeiros Skinheads não foram nem de longe racista,nazista ou nacionalistas,eram imigrantes jamaicanos e jovens operários ingleses que gostavam da musica reggae e Ska.O Paki-Bash não era de agrado de todos os skins como se dizem por ai naquela época,tinha muitos contra isso,inclusive grupos musicais da mesma decada de 60 como o Symarip,Derrick Morgan,Laurel Aitken,The Specials,etc...Pra comprovar isso,não se via tal absurdo exaltado nas letras dessas bandas,e assim como os paquistaneses,os skinheads jamaicanos também eram imigrantes,não há lógica espancar outros imigrantes e muito menos um nacionalismo exagerbado,a pátria britânica que os exploravam.Dizer que todo movimento skinhead praticava paki-bash é quase o mesmo que afirmar que todos os punks de 70 eram nazis pois alguns punks foram cooptados pelo BNP para fazer o Punk Front(organização de caratér nazista,onde punks nacional-socialistas militavam) ou porque o Sid Vicious desfilava com uma suastica na camisa só pra provocar.Não somos e nunca fomos racistas ou fascistas,nem nazistas,desde nosso inicio.
Do final dos anos 70 para 80 ficamos mais organiados,foi criada a SHARP(Skinheads Against Racial PrejudiceSkinheads contra o Preconceito Racial) na EEUU,que unia skinheads antiracistas e punks também,e teve como representante bandas como The Opressed! e o The Blaggers ITA.Nasceu em contraposição aos "Skinheads" Neo-nazistas e racistas daquela época que anseiavam em dominar o movimento e cooptar gente pras suas fileiras.A idéia era apenas separar skinheads não racistas, que sempre foram a maioria, e skinheads racistas, se evitando assim a generalização/simplificação da cultura skinhead como racista.
Na mesma década nasce a RASH(Red and Anarchist Skinheads/Skinheads Comunistas e Anarquistas),mais politizada,aglutinando skinheads de tendência esquerdista e libertária,foi fundada em 1993,em Nova York,frente a contaminação de boneheads e neo-nazistas na cultura skin.Hoje em dia também luta contra a exploração e ao lado da classe trabalhadora,contra a homofobia,racismo,sexismo entre outros.Acreditamos que as divergências politicas são pessoais e podem ser superadas,que estamos no mesmo caminho por um trabalhador autonomo e contra a exploração das massas.Existem também punks que fazem parte de coletivos RASHs,Rudeboys,Skingirls,streetpunks e até mesmo anarcopunks,além da luta conjunta com grupos antifascistas,é só pesquisar que vocês irão achar,não somos sectarios.Na colombia por exemplo,existe o Coletivo PUNK RASH,formado por skinheads comunistas/anarquistas,redpunks e anarcopunks,é um coletivo muito forte que atua com a RASH de lá.Na espanha a maioria dos RASHs militam na CNT(CONFEDERACION NACIONAL DEL TRABAJO),um sindicato assumidamente anarquista.Também lá se encontra a Federação Anarco SkinHead(FASH),que une skinheads anarquistas dos quais muitos também militam na RASH.A FASH faz uma aliança conjunta com a Federação AnarcoPunk(FAP),elas acreditam que tem o anarquismo em comum,e por isso devem estar junto independentemente de roupas ou cortes de cabelo.Nos estados Unidos foi fundada também a A.S.A.P(Anarcyst Skinheads and Punks),um grupo de punks e Skins libertários.
Na França não foi diferente, em 1980 organizaram-se "Redskins" bastante politizados e disciplinados. Formaram-se os primeiros bandos de Redskins, os caçadores de fascistas parisienses: "Red Warriors", "Lenine Killers", "Massilia Red Army", "Red Action Skinhead", "Duck Boys" etc. Os Redskins na França foram um dos mais organizados e ativos. Devemos colocar como destaque as ações dos "Red Warriors", um grupo de autodefesa altamente organizado, conformado por jovens antifascistas que através de ações minuciosamente planejadas e com objetivos bem definidos desarticularam literalmente as numerosas bandas de nazis que se haviam transformado em uma grande ameaça, pois atuavam livremente na cidade parisiense, portando bandeiras e camisas com símbolos nazis, agredindo a qualquer um que não fosse do seu agrado. Em pouco tempo, os Boneheads, não aguentando mais levar tanta porrada, acabaram abandonando as ruas e as suásticas.
Também foram os Redskins franceses que se organizaram para proteger a banda anarco-punk alternativa "Bérurier Noir" (a banda que cantou a Internacional e o Hino da Makhnovitschina). O Beruriér Noir era odiado pelo National Front francês, tanto que em várias ocasiões eram atacados em pleno show. O ódio dos Boneheads aumentou ainda mais quando o "Bérurier Noir" compôs a música "La Jeunesse Emmerde Le Front National!", uma música que atacava ferozmente o National Front e seus principais líderes. Em cada show do grupo havia provocações por parte dos boneheads, porém essa situação se reverteu devido à organização e disciplina por parte dos Redskins franceses, que passaram a servir de seguranças nos shows e impedir a entrada dos nazis. Os Redskins franceses caçavam e atacavam os fascistas nas ruas de Paris com tacos de beisebol (tanto que o símbolo dos Redskins franceses eram a foice e o taco de beisebol, ao invés do martelo).
O movimento na França foi tão forte que a imprensa teve que admitir a existência de um movimento de skinheads comunistas. Apesar de estarem na ativa desde 1980 os meios de comunicação franceses só vieram a admitir sua existência em 1986. Também não havia como omitir, pois eram eles que enfrentavam com os próprios punhos a polícia nas manifestações estudantis e apareciam na televisão em ações violentas contra os nazistas.
Em Euskadi (País Basco, Espanha), o movimento skinhead ganhou impulso com o grupo "Kortatu" e todos os que estavam em sua volta, a "Kortatu Power", que eram Redskins encarregados de impedir a entrada dos nazis nos concertos. Kortatu foi a primeira banda skinhead do Estado espanhol, eram comunistas politicamente engajados e defensores do E.T.A. (Euskadi Ta Askatazuna ? "Liberdade para o País Basco"), por isso sempre tiveram problemas com a censura. Em 1983 saiu seu primeiro disco com influência do The Clash e um som próximo ao ska e ao raggamuffin. Com o seu rock radical basco produziu grandiosas músicas como "After Boltxebike", "Nicaragua Sandinista", "La línea de frente" e "A la Calle". Foi uma banda comprometida até a sua disolução em 1989, cujo objetivo era difundir a identidade de Euskadi como povo e como nação.
Na Espanha de hoje o RASH ganhou um terreno enorme, há inclusive muitos skinheads anarquistas do RASH que militam na CNT (a central sindical espanhola). Também foi na Espanha, em Acrácia, que surgiu a primeira organização só de skinheads anarquistas, a FASH (Federação Anarco Skin Head). O RASH continua sendo a grande maioria, suas seções estão espalhadas por todos os cantos da Espanha: Catalunha, Madrid, Barcelona, Toledo, Alcobendas, Astúrias etc. De fato que ainda existem boneheads que defendem o retorno da ditadura franquista, atacam violentamente os imigrantes, negros, homossexuais e militantes de esquerda, mas se compararmos esta escória com a quantidade de skinheads comunistas e anarquistas que existem em cada canto da Espanha, o número de nazi-fascistas fica reduzido, são uma minoria (e que geralmente levam uma surra dos redskins quando se confrontam nas ruas). Devem ser destacados bandas como o "Oi! The Arrase" (anarquista), "Nucleo Terco" (comunista, de tendência stalinista), "Kaos Urbano" (street punk anarquista), Opció K-95 (comunistas),Puntas de Acero(Anarco-Skinheads/Argentina) Inadaptats (catalães comunistas), Non Servium (comunistas mostolenhos ligados ao RASH) etc.
Não devemos nos esquecer também da maior banda anarquista do movimento anarco-punk/skinhead, o "Oi Polloi" (anarquista, vegan e ecológica! . Escreveu música belíssimas como "When Two Men Kiss" (música contra a homofobia) , "Nazi Scum", "Bash The Fash!" e "Punx 'n' Skins". Em 'Bash The Fash!' o Oi Polloi afirma claramente que a única solução contra os fascistas é o CONFRONTO FÍSICO: "O próprio Adolf Hitler disse que o único meio de ter impedido a ascensão do Partido Nazista Alemão era se seus inimigos tivessem reconhecido o direito de esmagá-lo com toda a força extrema desde a sua infância. Por uma única vez nós concordamos com ele ? agitando cartazes e cantando para fascistas através de megafones não resolveremos absolutamente nada. A única maneira de parar a escória nazista como o B.N.P. é confrontando-se fisicamente com eles e chutando-os literalmente para fora de nossas ruas." (Oi Polloi, "Bash The Fash!").
Na Inglaterra, em particular, surgiu os "The Redskins" , que era uma banda que combinava seu trabalho musical com a militância política. Eles afirmavam que sempre existiram skinheads de esquerda, posto que eram operários. Aos sábados pela manhã dedicavam-se a vender a publicação do periódico "Socialist Worker", já que todos os seus membros eram militantes do Socialist Workers Party (Partido Socialista dos Trabalhadores, de tendência trotskista). Suas entrevistas se convertiam em furiosos debates políticos sobre as greves, as insurreições armadas e Lênin. Por tudo isto os meios de comunicação eram hostis e cínicos ante esta banda.
No início o grupo chamava-se "No Swastikas" e dois dos seus integrantes (Chris Dean e Martin) já eram skins muito antes de formarem o grupo, nas próprias palavras do vocalista Chris Dean: "Escreveram muita merda sobre os skinheads. Isto provavelmente começou com o livro de Richard Allen's... A história dos skinheads foi distorcida, stalinizada". Chris Dean também dizia que desde a década de 60 já existiam skins comunistas, já que todos eram operários e trabalhadores.
Os membros da banda trotskista se caracterizavam por levar uma aparência um pouco diferente do skin tradicional: usavam botas vermelhas de boxe ou coturnos pretos com cadarços vermelhos e geralmente levavam sobre sua chaqueta uma grande estrela vermelha ou a foice e o martelo. Seus simpatizantes adotaram esta imagem e o nome de "redskins" para classificar os skinheads de esquerda.
A fúria dos Boneheads (ou "cabeças ocas", como são chamados os fascistas) era tão grande contra a banda trotskista que no célebre concerto "Jobs for a Change Festival" (onde além dos The Redskins estavam presentes "Billy Bragg", "The Smiths" e "Aswad") subiram ao palco 30 boneheads militantes do "National Front" e agrediram o grupo. No mesmo instante os skins anti-fascistas e fãs da banda correram em seu auxílio, subiram no palco e começaram uma perseguição aos boneheads. A porrada se estendeu até as ruas de Londres. O incidente terminou na mesma noite com o ataque em "Islington" (um bar de extrema-direita) organizado em represália por militantes de esquerda. O que se sabe é que Ian Stuart, líder da banda nazista "Skrewdriver" e ícone dos boneheads, elegeu a banda The Redskins como o principal rival dos "cabeças ocas" na Inglaterra, foi ele quem organizou e comandou o ataque dos 30 boneheads ao grupo e, mesmo com muitos boneheads ido parar no hospital, se vangloriou "por ter golpeado a banda comunista e homossexual" (declaração do próprio Ian Stuart). Depois desse ataque, os skins de esquerda ficaram encarregados de proteger os festivais contra as ações dos boneheads e impedir os mesmos de entrarem.
Os The Redskins realmente deu um grande impulso para limpar a reputação dos skinheads. Eram militantes dedicados à causa revolucionária que apoiaram, entre outras coisas, as greves dos mineiros que se sucederam na Inglaterra em 1984/1985. Esta greve foi a maior e mais longa na história da Inglaterra até hoje. Eles arrecadavam fundos para a greve através de shows. O internacionalismo proletário também foi uma característica peculiar que levou à conscientização de muitos skinheads.
Já o seu estilo musical era uma mistura do power-soul com outros ritmos como o rockabilly. Tocavam música negra com letras de alto conteúdo marxista para operários raspados (quem vai dizer agora que os "apolíticos" são os mais fieis às origens skinheads?). As capas de seus discos se inspiravam no construtismo russo. Em um de seus Lp's homenageram a Trotsky com a música "Lev Bronstein", outras músicas como "Lean on me!", "The power is yours", "Go get organized", "Unionize!" e "Kick Over The Statues!" demonstram uma enorme clareza política e um sério compromisso com a luta revolucionária do proletariado. Por fim, foram skins modernos inscritos na tradição, mas orientados ao futuro, que deram origem ao movimento Redskin e mais ares de rebeldia à juventude skinhead.
Ainda havia na Inglaterra bandas comunistas históricas como o Angelic Upstarts, Red London, Red Alert (Street Punk comunista), Attila The Stockbroker, Blaggers I.T.A. etc. O "Angelic Upstarts" ( http://www.angelicupstarts.co.uk/ ), por exemplo, sempre foram abertamente anti-fascistas e comunistas, tanto que garantiram a antipatia dos skins de direita em seus shows e eram constantemente interrompidos pelos nazi-fascistas ou pela polícia. Não eram militantes de partido ou organização alguma, mas nunca abriram mão de letras altamente politizadas e uma postura de esquerda. Os "Upstarts" participaram das iniciativas do RAR (ROCK AGAINST RACISM = ROCK CONTRA O RACISMO), foram figuras entre os fundadores do grupo "Skins Against Nazis" (Skins Contra os Nazis) e dedicaram o álbum "2.000.000 Voices" ao líder sindical dos mineros em greve, Arthur Seargill. Na capa do disco "Anthems Against Scum" ("Hinos Contra a Escória", uma clara alusão aos fascistas) colocaram o busto de Lênin com a foice e o martelo ao lado. Cantaram em "Songs of Spartacus" a música antifascista italiana "Bandiera Rossa" (Bandeira Vermelha).
Além da luta contra a corja declaradamente nazista, o vocalista e líder do Angelic Upstarts, Mensi Mensfort, denunciava constantemente grupos que se diziam apolíticos mas que tinham atitudes fascistas. Condemned 84 e Section 5 eram os seus principais alvos, Mensi afirmava categoricamente que tinha provas fotográficas que demonstrava que ambas as bandas eram nazis, por isso o Angelic Upstarts se negava a tocar junto com elas. O Condemned 84 afirmava-se "antiracista" e apolíticos, mas no entanto sempre tiveram idéias e simpatias de direitas, isto é bastante explícito em suas letras onde pode-se ver ataques contra comunistas e homossexuais, xenofobia e uma postura pró-pena capital. Eram ardorosos defensores do RAC e tinham uma amizade bastante fraternal com bandas nazis (compartilhando inclusive o mesmo cenário em eventos). Além disso, seus discos eram freqüentemente lançados pela "Rock-o-Rama Records", o mesmo selo nazista alemão (RAC) que editava, entre outros, a Skrewdriver. Mas como tudo que é sólido se desmancha no ar, o engodo "antiracista" do C-84 se desmanchou em Atlanta no ano 2000. Segundo a "GMM Records", organizadores do ''Beer Olympics'' em Atlanta, Condemned 84 se negou a tocar em seu festival porque teriam que compartilhar o cenário com músicos negros ('The Templars' e 'Oxblood'). Ou seja, todos os apolíticos que acreditavam no antiracismo do C-84 foram obrigados a reconhecer a veracidade das palavras de Mensi. Ele ainda afirmava que o baterista do Section 5 militava no National Front. Inclusive, em uma dessas pelejas, Mensi e os outros integrantes do "Angelic Upstarts" brigaram feio com Sid, líder do Section 5, quando este se dirigia a um concerto do Skrewdriver (isso mesmo, do Skrewdriver!).
Aqui no Brasil a laia fascista é representada em sua maioria pelos Carecas do Brasil (CB), um movimento que diz não ser nazista (não defendem como pressuposto a supremacia racial) mas que defendem o fascismo ou o integralismo. Já os nazistas White Power's são uma minoria insignificante no Brasil, mas mesmo assim costumam fazer suas "brincadeirinhas" pelo Sul do país, atacando a judeus, negros e homossexuais.
Os Carecas do Brasil. prega a perseguição aos comunistas, anarquistas, punks, homossexuais e o que eles chamam de "antipátrias" e "seres degenerados", são conservadores, xenófobos e extremamente sexistas. Também pregam abertamente que drogados devem ser mortos sem piedade. Alguns são integralistas declarados, outros são integralistas "envergonhados". O fato é que todos eles são totalmente anti-comunistas e contra toda e qualquer livre associação operária/popular. Os CB's já fizeram muitas ações violentas pelo país, espancando punks, militantes comunistas e homossexuais. Teve ampla repercussão na mídia o assassinato de Edson Néris (domador de cães), por ser homossexual foi surrado até a morte por esses boneheads paulistas no início do ano 2000.
Sobre o "não-racismo" dessa gangue fascista há fatos curiosos que devem ser estudados. Por exemplo, para se diferenciar dos WP's, esses senhores promoviam um festival em São Paulo chamado R.A.R. (Rock Contra o Racismo), o fato curioso é que um festival com o mesmo nome foi realizado pela primeira vez na Inglaterra em 1979 por bandas COMUNISTAS e antifascistas (punks e skinheads) em contraposição aos nazis. O movimento RAR organizou várias festas por toda Londres. Em resposta, em 1980 a extrema-direita respondeu com o R.A.C. (Rock Contra o Comunismo), um festival racista apoiado pela National Front e que teve como principal organizador o líder da banda "Skrewdriver", Ian Stuart. Entre as bandas que estavam em torno do R.A.R. destacavam-se, entre outras, The Redskins, Angelic Upstarts, Sham 69, Subhumans, Red London, Crass etc., ou seja, grupos que estavam de uma certa forma comprometidos com a esquerda. O interessante (e cômico também) é que os Carecas do Brasil promovem um festival com o mesmo nome (R.A.R.) mas gritando em pleno show: "MORTE AOS COMUNISTAS, VIVA O R.A.C.!".
Não é novidade a ninguém que os CB's defendem o RAC (já que são anticomunistas), isto é evidente, sobretudo em seus cartazes do "Dezembro Oi!" na qual todos eles vêm seguidos com as palavras: "Rock Contra o Comunismo!". Vale citar também algumas bandas e músicas que nos chamam a atenção:
"Ataque 32 - Fora punk's" (conhecida banda CB de tendência fascista, o Ataque 32 são contrários à união de punks e skins, ou seja, são contrários ao Oi!).
"Comando Blindado - Judeu bom é judeu morto!" (anti-semitismo explícito, posto que não se referem aqui à ideologia racista de Israel, o sionismo, mas à etnia judaica."Volta à CCC!" (CCC = Comando de Caça aos Comunistas, orgão oficial de repressão da ditadura militar contra a militância de esquerda).
(Esta banda vale ressaltar que já foi careca do Brasil e hoje em dia é uma banda neo-nazi declarada.)
Analisando esses fatos, podemos conscientemente chegar a conclusão de que os CB's são influenciados por bandas inglesas como o "Condemned 84" e "Section 5". O mais curioso é que em uma entrevista dada ao "Skinhead Crew" a notória banda careca "Ataque 64" (clara apologia ao golpe militar de 64), afirmou com toda a sobriedade que duas das bandas que mais adora e que o influenciou musicalmente foram o Condemned 84 e (pasmem!) o SKREWDRIVER!!!
Pesquise em comunidades do orkut "R.A.C" e o que não vai faltar lá é careca no mesmo lugar que nazi,com links pra bandas nazi.E o mais engraçado disso é a onda "anti-antifa" que esta surgindo motivada pelos nazis,que tem muitos seguidores Carecas do Brasil,é só olhar nas páginas pessoais deles e discursos em seus sites,imagine só,um Careca do Brasil contrário a quem é anti-nazista e anti-fascista,entendeu porque carecas e nazis são farinha do mesmo saco?
Enfim, o que queremos mostrar com tudo isso? Simples, que apesar da fachada "antiracista" dos Carecas do Brasil o que vemos é uma outra realidade: um racismo "envergonhado" por parte de alguns de seus integrantes (geralmente brancos). Talvez seja por isso que alguns CB's geralmente se tornam White Power's.
O fato é que esses bastardos vêm deturpando o movimento Oi! (movimento que prega a união de punks e skinheads antifascistas) desde 1980, quando chegava em território brasileiro, fundando essa degeneração fascista chamada "Carecas do Brasil". Infelizmente muitos acreditam que este é o movimento skinhead, e com a ajuda da imprensa burguesa não fica muito difícil de alimentar esta mentira.Mas o joio já esta sendo separado do trigo,eles sabem,que de Oi! eles não tem absolutamente nada,e que esta farsa não vai durar muito tempo,daqui a uns dias vocês verão bandas carecas não mas gritando Oi!,e sim se declarando RAC.
Resumindo, Carecas do Brasil, White Power's (e até mesmo os fascistas disfarçados de "apolíticos"!), são todos farinha do mesmo saco, representam a mesma escória fascista. O que muda é a capa, o conteúdo continua o mesmo. Os verdadeiros skinheads não tem ligação com o fascismo ou racismo e seus malditos preconceitos, pois combatemos toda forma de discriminação , homofobia, xenofobia, machismo, sexismo, racismo e lutamos pela mais completa liberdade que só sera possível em um sociedade sem estado e sem classes.

Retirado de : http://juventudeantifascista.blogspot.com/

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