terça-feira, 23 de dezembro de 2008

O que vemos e o que esperamos



Texto de apoio à insurreição grega traduzido para português pelo resistir.info. O original em inglês, publicado pelo site de notícias da Monthly Review, pode ser lido aqui.


Queremos antes de mais nada dizer um sim colectivo ao levantamento na Grécia. Somos artistas, escritores e professores conectados neste momento por amigos e compromissos comuns. Estamos globalmente dispersos e estamos a observar, com esperança, de longe. Mas alguns de nós estão em Atenas e têm estado nas ruas, sentiram a fúria e o gás lacrimogéneo, e vislumbraram o espectro do outro mundo que é possível. Não clamamos por nenhum direito especial a falar e a sermos ouvidos. Ainda assim, temos algo a dizer. Pois isto é também um momento global para falar e partilhar, para ter esperança e pensa em conjunto...

Ninguém pode duvidar que o movimento de protesto e ocupação que se espraiou por toda a Grécia desde o assassinato pela polícia de Alexis Grigoropoulos em Atenas, a 6 de Dezembro, é um levantamento social cujas causas são mais profundas do que o obsceno evento que o desencadeou. A fúria é real e é justificada. As ruas cheias, as greves e manifestações, as escolas, universidades, municipalidades e estações de televisão ocupadas refutaram as primitivas tentativas oficiais de descartar a explosão social como o trabalho de um pequeno número de "jovens" em Exarchia, Atenas ou outros lugares na Grécia.

O que falta ver é se o movimento que agora emerge tornar-se-á uma força política efectiva – e, se o conseguir, se será contido dentro de um horizonte liberal-reformista ou objectivará uma transformação social e política mais radical. Se o movimento tomar o caminho liberal-reformista, então o máximo que pode ser esperado será a substituição de um partido corrupto no poder pelo seu corrupto competidor, acompanhado por umas poucas concessões simbólicas embrulhadas na retórica vazia da democracia. Isto certamente seria a cortina de fumo para uma onda reaccionária de novos poderes repressivos mascarados como medidas de segurança. Só exigências radicalmente democráticas e emancipatórias, claramente articuladas e resolutamente combatidas, poderiam impedir este resultado e abrir espaço para uma ruptura num sistema global destrutivo de dominação e exploração. Como nos alinhamos entre aqueles que experimentam este sistema como a negação violenta do espírito e potencial humanos, só podemos saudar uma tal ruptura como uma reafirmação da humanidade em face de uma política repressiva de medo.

Ao observar os acontecimentos na Grécia e o discurso oficial e dos media corporativos que se desenvolvem em resposta a eles, notamos a emergência do que começa a parece como um novo consenso da elite. A "perturbação violenta" na Grécia, dizem-nos com frequência crescente, é a revolta da "geração 700-Euro" – isto é, de jovens educados excessivamente com poucas perspectivas de uma posição decente e de rendimento. A solução, segundo este conto, é revitalizar a sociedade grega através de mais ajustamentos estruturais para tornar a economia mais dinâmica e eficiente. Uma vez que todos estejam convencidos de que serão bem vindos e integrados na realidade do consumidor e premiados com poder de compra proporcional ao seu investimento educacional, então as condições desta "revolta" terão sido eliminadas. Em suma, tudo estará bem e toda a gente feliz, uma vez que alguns ajustamentos tenham tornado o capitalismo na Grécia menos desperdiçador dos seus recursos humanos.

Já vimos esta estratégia antes, em resposta aos levantamentos nos subúrbios de Paris e em torno das "reformas" CPE [1] em França vários anos atrás. Na verdade, desde a década de 1960 isto tem sido a estratégia perene e preferida pelo poder para todos os levantamentos que se mostram relutantes em desaparecer de imediato. As suas funções são claras como cristal: canalizar o movimento neutralizando-o numa direcção liberal-reformista e provocar divisões por meio de iscos e promessas. Aqueles que não morderem o isco são isolados e podem seguramente ser alvo da repressão.

Esperamos que os que estão nas ruas e todos aqueles que com eles simpatizam e os apoiam fora da Grécia perceberão esta estratégia e a denunciarão. Estamos certos de que há muito mais em jogo, e muito mais a ser imaginado, esperado e combatido do que está a ser oferecido pela pílula sonífera neoliberal. E eperamos que, no espaço aberto pela fúria real e pela coragem do povo que deixou a passividade e a desesperança para trás, este movimento social organizar-se-á numa força política durável capaz de desdenhar tais seduções recuperativas.

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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

O Movimento Antifascista Basco em Gasteiz prepara-se para responder aos fascistas no dia 25




O Movimento Antifascista Basco em Gasteiz prepara-se para responder à decisão do Tribunal Superior de Justiça do País Basco, que aprovou a “invasão” da Falange, e a todas as forças que irão dar amparo ao fascismo, no dia 25 deste mês.
TSJPB defende a Falange e antecipa as cargas contra os que lhe fizerem frente

Depois de o departamento do Interior de Lakua ter proibido a convocatória da Falange para o próximo dia 25 em Gasteiz – que tem como lema “a unidade de Espanha não se vota nem se negoceia” –, argumentando que no ano passado em Donostia ocorreram graves distúrbios, o Tribunal Superior de Justiça do País Basco aceitou o recurso interposto pela organização de extrema-direita. Como tal, a Falange poderá levar a cabo o seu protesto na capital alavesa. O TSJPB afirma também que “os incidentes que os contra-manifestantes costumam protagonizar podem ser evitados através da acção policial”.

sábado, 11 de outubro de 2008

sábado, 30 de agosto de 2008

Libertado o PRESO POLITICO Arnaldo Otegi, ex-líder do braço político da ETA


Arnaldo Otegi, ex-líder do extinto movimento independentista basco Batasuna, considerado o braço político da ETA, foi este sábado libertado em San Sebastián, onde cumpriu uma pena de 15 meses.
«Otegi saiu às 07:25 e há muitas pessoas lá fora» para o receber, confirmou por telefone à agência France Press um funcionário daquele estabelecimento prisional, situado nos arredores de San Sebastián.

Arnaldo Otegi, 50 anos, foi encarcerado a 8 de Junho de 2007, após confirmação, pelo Supremo Tribunal espanhol, de uma condenação a 15 meses de prisão, poucas horas após o fim de umas tréguas com a ETA.

O ex-lider do Batasuna, que também foi membro da ETA, foi acusado de ter incentivado o terrorismo durante uma homenagem a uma figura histórica do grupo separatista basco.

Ao sair da prisão, Arnaldo Otegi pediu o regresso ao diálogo para que seja encontrada uma solução para o problema politico basco e a libertação de «todos os presos políticos bascos».

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

quinta-feira, 24 de julho de 2008

terça-feira, 15 de julho de 2008

SHAM 69

For once in my life I've got something to say
I wanna say it now for now is today
A love has been given so why not enjoy
So let's all grab and let's all enjoy
If the kids are united then we'll never be divided
If the kids are united then we'll never be divided
Just take a look around you
What do you see
Kids with feelings like you and me
Understand him, he'll understand you
For you are him, and he is you
If the kids are united then we'll never be divided
If the kids are united then we'll never be divided
If the kids are united then we'll never be divided
If the kids are united then we'll never be divided
I don't want to be rejected
I don't want to be denied
Then its not my misfortune
That I've opened up your eyes
Freedom is given
Speak how you feel
I have no freedom
How do you feel
They can lie to my face
But not to my heart
If we all stand together
It will just be the start
If the kids are united then we'll never be divided
If the kids are united then we'll never be divided

terça-feira, 24 de junho de 2008

segunda-feira, 23 de junho de 2008

sexta-feira, 13 de junho de 2008

terça-feira, 10 de junho de 2008

sábado, 31 de maio de 2008

terça-feira, 27 de maio de 2008

"Democracia" espanhola no Pais Basco.





'Gora Euskadi Ta Askatasuna' [Viva a Euskadi Ta Askatasuna] e 'Gora Euskal Herria askatuta' [Viva o País Basco livre'].

terça-feira, 6 de maio de 2008

Banda italiana perseguida por apoiar País Basco



Banda Bassotti interpretam "Zu Atrapatu Arte" dos Kortatu

Não é a primeira vez mas volta a dar que falar. Os Banda Bassotti, grupo musical italiano de música de intervenção, são perseguidos no Estado espanhol. Neste caso o que está em causa é o concerto agendado para a localidade de Rivas, organizado pela União das Juventudes Comunistas de Espanha. Uma organização denunciou o facto da banda italiana ser apoiante da esquerda independentista e de ter uma canção que enaltece a ETA. Claro que não explicam que esta é uma canção popular feita pelo povo basco, aquando da morte de Carrero Blanco durante o fascismo, em homenagem à organização armada.

Os Banda Bassotti compõem um grupo musical formado nos anos 80 quando vários amigos operários decidiram fazer uma banda com intervenção social e política. A maioria das suas canções falam de questões como o racismo, o fascismo e a luta de classes. Para além disso, os Banda Bassotti sempre estiveram comprometidos com a solidariedade internacionalista com outros povos tocando versões de músicas revolucionárias de todo o mundo. Em 2003, tocaram em Portugal, na Festa do «Avante!».

Esta não é, no entanto, a primeira vez que tentam censurar os Banda Bassotti ou outras bandas solidárias com o povo basco. Por várias vezes tentaram cancelar concertos de Manu Chao, de Fermin Muguruza, de Soziedad Alkoholika e de muitas outras. Isto ilustra bem o espírito persecutório que o Estado espanhol incutiu sobre todos aqueles que se solidarizam com a luta do povo basco.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

quinta-feira, 10 de abril de 2008

sábado, 29 de março de 2008

quinta-feira, 27 de março de 2008

terça-feira, 25 de março de 2008

domingo, 23 de março de 2008

Perfeição - Legião Urbana

Vamos celebrar a estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja de assassinos
Covardes, estupradores e ladrões

Vamos celebrar a estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso Estado, que não é nação
Celebrar a juventude sem escola, as crianças mortas
Celebrar nossa desunião
Vamos celebrar Eros e Thanatos, Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade

Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos, por falta de hospitais
Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre e todos os impostos
Queimadas, mentiras e seqüestros
Nosso castelo de cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda a hipocrisia e toda a afetação
Todo o roubo e toda a indiferença
Vamos celebrar epidemias
É a festa da torcida campeã
Vamos celebrar a fome... Não ter a quem ouvir, não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar um coração
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado de absurdos gloriosos
Tudo o que é gratuito e feio
Tudo o que é normal
Vamos cantar juntos o Hino Nacional
(A lágrima é verdadeira)
Vamos celebrar nossa saudade
E comemorar a nossa solidão

Vamos celebrar a inveja
A intolerância e a incompreensão
Vamos celebrar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente a vida inteira
E agora não tem mais direito a nada
Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta de bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror de tudo isso
Com festa, velório e caixão
Está tudo morto, enterrado agora, já
Que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou essa canção

Venha, meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha, o amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha, que o que vem é perfeição

quinta-feira, 20 de março de 2008

segunda-feira, 17 de março de 2008

sexta-feira, 14 de março de 2008

segunda-feira, 10 de março de 2008

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

sábado, 23 de fevereiro de 2008

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Sex Pistols



Sex Pistols confirmados no Festival de Paredes de Coura.

Está confirmado. Os Sex Pistols vão estar em Portugal pela primeira vez no dia 31 de Julho, para um concerto único no Festival de Paredes de Coura. A formação que revolucionou o rock nos anos 70 é apontada como a mais importante banda de punk rock da história e teve uma curta mas explosiva carreira, entre 1975 e 1978, lançando apenas quatro singles e um álbum - "Never mind the bollocks" -, por muitos considerado como uma das mais emblemáticas obras do rock das últimas décadas.

Os Sex Pistols estarão em Paredes de Coura com a sua formação original Johnny Rotten (voz, cuspidelas), Steve Jones (guitarra), Glen Matlock (baixo) e Paul Cook (bateria). Recorde-se que Sid Vicious só entrou para banda em 1977 e morreu vítima de overdose em 1979.

Depois de terem cessado actividades em 1978, os Sex Pistols já regressaram aos concertos por mais do que uma ocasião. A primeira ocorreu em 1996 e seguiram-se digressões em 2002 e 2003. Em Setembro do ano passado, e numa altura em que se comemorava o 30.º aniversário da edição de "Never mind the bollocks", os britânicos anunciaram mais uma reunião. Nos últimos meses, já actuaram em Inglaterra e nos Estados Unidos.

Estes regressos da banda não são, todavia, motivo de unanimidade junto da comunidade rock. Se há quem aplauda e se regozije com o retorno de Rotten e companhia, também não falta quem torça o nariz e questione o prazo de validade de uma formação envelhecida (todos com mais de 50 anos) que regressa apenas com o intuito de aumentar o saldo bancário à custa de um repertório que não conheceu qualquer desenvolvimento nas últimas três décadas.

Curiosamente, há pouco mais de duas semanas, Paul Cook declarou, ao site eGigs, que a banda está apostada em compor novas canções "Não é provável que seja um álbum, mas lá para o Verão devemos ter novo material", asseverou o músico, apontando algumas dificuldades na articulação de agendas, uma vez que dois dos membros -Steve Jones e Johnny Rotten - vivem nos Estados Unidos, ao contrário da outra metade dos Pistols, que reside em Inglaterra.

A 16.ª edição do festival Heineken Paredes de Coura decorre entre 31 de Julho e 3 de Agosto e, este ano, a organização resulta de uma parceria entre as empresas Ritmos e Everything is New, que parecem dispostas em fazer séria concorrência ao festival Sudoeste, da empresa rival Música no Coração, e que costuma decorrer na primeira semana de Agosto.

A restante programação do festival de Coura só será divulgada ao longo dos próximos meses. Uma das apostas da organização passa por melhorar a oferta de nomes para o palco After-Hours, com concertos e "sets" de DJ que se vão prolongar até ao sol nascer.

Os bilhetes já estão à venda desde ontem. Os preços oscilam entre os 40 euros (um dia) ou 70 euros (4 dias). Todavia, se os passes de 4 dias forem comprados antecipadamente, ficam mais baratos 50 euros até ao dia 3 de Março e 60 euros até ao dia 3 de Abril.

Parabéns ao fotografo Miguel Barreiras

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Justiça e Progresso

Avengers - The Americam in me 1978

Para os Puristas

E Agora?

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Aqui pode-se fumar

Aqui pode-se fumar