Tony Wilson, o lendário fundador da Factory, o homem que inventou, praticamente, o conceito de indie e uma daquelas figuras que, se não existisse, teria de ser inventada - porque o mundo não poderia passar sem tudo o que ele trouxe para a Música - morreu ontem com 57 anos. O extraordinário filme de Michael Winterbottom, 24 Hour Party People (onde foi interpretado pelo grande Steve Coogan) imortalizou-o de vez, caso ainda houvesse alguém a pensar que gente como os Joy Division, os New Order, os Happy Mondays ou os Durutti Column tinham surgido de geração espontânea. Lembro-me de ter visto uma entrevista recente com Wilson e do tipo manter o mesmo sentido de humor e energia que fez dele uma figura mítica desse lugar de lendas que é Manchester, mesmo estando já doente (com um cancro, a única entidade capaz de derrubar esta força da natureza). Impõe-se a homenagem. A esta hora, de certeza que Wilson já reencontrou o velho amigo Ian Curtis, algures na grande Hacienda que é o Céu. Ou o Inferno, quem sabe?
domingo, 12 de agosto de 2007
Tony Wilson 1950 - 2007
Tony Wilson, o lendário fundador da Factory, o homem que inventou, praticamente, o conceito de indie e uma daquelas figuras que, se não existisse, teria de ser inventada - porque o mundo não poderia passar sem tudo o que ele trouxe para a Música - morreu ontem com 57 anos. O extraordinário filme de Michael Winterbottom, 24 Hour Party People (onde foi interpretado pelo grande Steve Coogan) imortalizou-o de vez, caso ainda houvesse alguém a pensar que gente como os Joy Division, os New Order, os Happy Mondays ou os Durutti Column tinham surgido de geração espontânea. Lembro-me de ter visto uma entrevista recente com Wilson e do tipo manter o mesmo sentido de humor e energia que fez dele uma figura mítica desse lugar de lendas que é Manchester, mesmo estando já doente (com um cancro, a única entidade capaz de derrubar esta força da natureza). Impõe-se a homenagem. A esta hora, de certeza que Wilson já reencontrou o velho amigo Ian Curtis, algures na grande Hacienda que é o Céu. Ou o Inferno, quem sabe?
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